A Academia Portuguesa de Cinema atribuirá o Prémio Bárbara Virgínia 2025 à diretora de fotografia Inês Carvalho aip.
A Associação de Imagem Portuguesa celebra com orgulho a distinção atribuída a Inês Carvalho, associada e membro da direção da AIP. Parabéns, querida Inês!

Reconhecida como a primeira mulher a assumir a direção de fotografia em Portugal, Inês Carvalho trabalhou ao longo da sua carreira com diversos realizadores e construiu um percurso de referência, contribuindo de forma significativa para o cinema português.
Criado em 2015, o Prémio Bárbara Virgínia distingue mulheres cuja obra ou contributo tenham tido um impacto significativo no cinema nacional, prestando homenagem a Bárbara Virgínia, a primeira realizadora de um filme de ficção em Portugal, em 1946.
Inês Carvalho nasceu a 23 de janeiro de 1971, em Lisboa, e desde cedo se interessou pelas artes visuais e pelo cinema, formação que iniciou na Escola Secundária António Arroio.
Ao longo da sua carreira como diretora de fotografia, Inês Carvalho trabalhou em filmes de diferentes géneros, desde curtas-metragens como “Venus Velvet” (2002), de Jorge Cramez e “Naquele Bairro” (2002), de Madalena Miranda, a longas-metragens como “A Mulher que Acreditava ser Presidente dos EUA” (2003), de João Botelho e “O Capacete Dourado” (2005), de Jorge Cramez.
Mantém uma colaboração regular com João Botelho, assinando a direção de fotografia de vários dos seus documentários, entre os quais “Viagem ao Coração do Douro, a Terra Onde Nasci” (2002) e “A Luz da Ria Formosa” (2005). Esta vertente documental tornou-se uma das marcas distintivas do seu percurso, refletida também em trabalhos com outros realizadores, como “Eunice Encena” (2006), de Andreia Barbosa, “Falar Disso” (2007) e “Mãe Fátima” (2009), ambos de Christine Reeh, “Menina Limpa Menina Suja” (2011), de Cristina Ferreira Gomes e “Todas as Cartas de Rimbaud” (2017, co-direção de fotografia), de Edmundo Cordeiro.
A par do documentário, Inês Carvalho participou em séries de televisão como “Manobras de Diversão” (2004), de João Maia, e “Nome de Código Sintra” (2007), de Jorge Paixão da Costa, bem como em videoclipes e projetos experimentais. Nos últimos anos, tem mantido uma colaboração contínua com Jorge Cramez, em filmes como “Até Quando” (2012), “O Rebocador” (2015), “Romagem” (2022) e “Sombras” (2025), consolidando um percurso consistente e reconhecido no cinema português contemporâneo.
Paralelamente à sua prática cinematográfica, Inês Carvalho dedicou-se à formação e à produção, coordenando publicidade, espetáculos e eventos culturais, demonstrando um olhar abrangente sobre o processo criativo e a gestão de projetos artísticos. A sua carreira reflete uma combinação de rigor técnico, sensibilidade estética e compromisso com a promoção da cultura cinematográfica em Portugal.
Recordamos que o Prémio Bárbara Virgínia já foi atribuído a figuras ilustres como Leonor Silveira, Laura Soveral, Teresa Ferreira, Júlia Buisel, Solveig Nordlund, Maria Gonzaga, Regina Pessoa, Carmen Santos e Monique Rutler, celebrando a diversidade e o talento feminino no cinema português.
A distinção atribuída a Inês Carvalho, cuja trajetória se inscreve como um marco pioneiro na história da direção de fotografia em Portugal, celebra um percurso de excelência técnica e sensibilidade artística, afirmando o seu papel determinante no panorama cinematográfico nacional.
AGENDA
-
Cerimónia de entrega do Prémio Bárbara Virgínia
-
Projeção do filme “A Mulher que Acreditava ser Presidente dos Estados Unidos da América”, de João Botelho
-
Cinemateca Portuguesa – Sexta-feira, 29 de dezembro de 2025, às 19h00